Fortalecer a vacinação passa também por fortalecer a capacidade do Brasil de desenvolver suas próprias vacinas. Foi com essa mensagem que o CTVacinas participou do III Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação e do I Congresso Internacional de Imunização, realizados na UFMG, reunindo especialistas, gestores, pesquisadores e representantes de instituições nacionais e internacionais para discutir os desafios e os caminhos para ampliar as coberturas vacinais no país.
Promovido pelo Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação da Escola de Enfermagem da UFMG (OPESV-EEUFMG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o encontro debateu temas como hesitação vacinal, desinformação, inovação tecnológica, inteligência artificial e estratégias para fortalecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
“Defender a vacinação também significa fortalecer a capacidade nacional de desenvolver, testar, produzir e incorporar novas vacinas. O CTVacinas representa uma contribuição concreta para essa agenda”, afirma Renan Pedra, um dos coordenadores do Centro.
Ciência e vacinação

Com mais de 600 participantes, o congresso reforçou a necessidade de integrar pesquisa, gestão pública e serviços de saúde para enfrentar a queda das coberturas vacinais observada nos últimos anos. Entre os principais temas estiveram o combate à desinformação, a redução das desigualdades no acesso às vacinas e o uso de novas tecnologias para ampliar a imunização da população.
Durante a programação, especialistas também discutiram o papel da inovação na construção de políticas públicas mais eficientes, incluindo aplicações de inteligência artificial, estratégias de comunicação em saúde e o fortalecimento da produção científica nacional.
Produção nacional de vacinas
A participação do CTVacinas levou ao debate um tema considerado estratégico para a saúde pública brasileira: a capacidade do país de desenvolver tecnologias próprias para responder a desafios epidemiológicos presentes e futuros.
Essa agenda dialoga diretamente com um dos objetivos centrais do Centro, que reúne pesquisadores de diferentes áreas para acelerar o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e outras tecnologias voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Agenda para a saúde pública
Ao longo dos dois dias de evento, entre 23 e 24 de junho, representantes do Ministério da Saúde, da OPAS, da SES-MG, da UFMG e de outras instituições reforçaram que ampliar a cobertura vacinal exige ações articuladas entre pesquisa, comunicação, gestão e assistência à saúde.
Também foram apresentados projetos reconhecidos por fortalecer a vacinação em diferentes municípios mineiros e debatidas estratégias para apoiar políticas públicas voltadas à imunização.