“É um grande marco da luta contra as evidências científicas e do negacionismo que se deu no auge da Covid-19″. A SpiN-TEC foi enaltecida pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, que ainda demonstrou otimismo quanto à liberação da Anvisa.
A primeira vacina 100% produzida em solo nacional a chegar aos testes em humanos já superou duas das três fases desse estágio final. O CTVacinas aguarda a liberação da Anvisa para iniciar a fase derradeira.
“Esse é um debate que todo o ecossistema de medicamentos tem reiterado. A necessidade de a gente dar celeridade, ter corpo, gente suficiente. E a expectativa é que a vacina já vai entrar pra poder fazer a avaliação junto à Anvisa”, destacou a ministra.
“Eu sou otimista, eu acho que nós vamos conseguir fazer isso de modo a garantir que ela entre em produção ainda no ano que vem”, complementou.

‘Inteligência brasileira’
As falas da chefe do MCTI ocorreram em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.
“Acho que o desenvolvimento dessa vacina se reveste de muitos simbolismos. Primeiro, da capacidade da inteligência brasileira”, disse Luciana Santos.
“Penso que é um momento de afirmação da necessidade de virar a página do negacionismo no país e de dizer que a inteligência brasileira resolve questões, resolve problemas”.

A ministra ainda enalteceu o fato da SpiN-TEC ter conseguido superar uma barreira histórica da ciência brasileira: uma tecnologia 100% produzida em solo nacional chegou aos testes em humanos.
“Fico imensamente feliz, orgulhosa e com a certeza de que a gente tem capacidade de enfrentar vários desafios. A SpiN-TEC é um libelo à inteligência brasileira, 100% produzido no Brasil”.
Soberania nacional
“A diferença é que não vamos precisar importar insumos ou princípio ativo, que chamam de insumo farmacêutico ativo. É 100% nacional. Os insumos utilizados para poder produzir essa vacina são nossos”, vibrou a ministra, antes de complementar:
“E a inteligência e a tecnologia adquirida para ter a eficácia da vacina também são brasileiros. Ou seja, zero necessidade de alguma dependência de tecnologias”, exaltou.
Papel do BH-TEC
Luciana Santos também exaltou o papel do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, onde o CTVacinas é sediado, e do ecossistema de ciência e inovação.
“Como é um centro de tecnologia de vacinas que, inclusive, funciona em rede, contando com o Parque Tecnológico de Belo Horizonte, esse ecossistema é que faz valer as soluções”.

“Assim, a gente vai poder dar ênfase aos desafios do complexo industrial da saúde, que são garantir equipamentos, insumos, medicamentos e vacinas que possam enfrentar coisas que são próprias do Brasil, contra as quais só a gente mesmo é que pode apresentar soluções”, disse.