A SpiN-TEC acaba de proporcionar mais um marco histórico na ciência. Pela primeira vez, será publicado um artigo científico sobre os resultados da fase 1 dos estudos clínicos de uma vacina totalmente desenvolvida em solo brasileiro.
O paper, como é usualmente chamada a publicação acadêmica, está no volume 64 deste ano da Vaccine, que será distribuída pela editora Elsevier nesta quinta-feira (2). A versão online já está disponível.
“É um artigo histórico, porque foi possível fazer um ensaio clínico de fase 1 para uma vacina desenvolvida no Brasil. Nos outros estudos que foram feitos, geralmente a fase 1 é feita no exterior. Então, isso é um grande passo”, celebra o líder da Plataforma de Imunologia Clínica do CTVacinas, Gregório Almeida.
O pesquisador é o primeiro autor de um grupo de 27 pesquisadores de todo o planeta que assina o artigo científico que leva o título “Safety and immunogenicity of SpiN-Tec, a T-cell based RBD-Nucleocapsid chimeric vaccine for COVID-19”.

Ciência brasileira em voga
O estudo de fase 1 foi iniciado em novembro de 2022 e contou com 36 voluntários entre 18 e 54 anos, que tomaram aleatoriamente a SpiN-TEC ou a CoviShield, da AstraZeneca.
A vacina produzida pelo CTVacinas se mostrou segura em todos os voluntários que foram imunizados com ela, como relata o artigo de 12 páginas.

A SpiN-TEC já finalizou também a fase 2 e, agora, aguarda a aprovação da Anvisa para iniciar a terceira e última fase dos testes clínicos, a última antes de ser liberada para os braços da população.
“Essa interlocução com a Anvisa foi uma conquista. A importância disso é que pavimentamos uma ponte entre a academia e a Anvisa, para o desenvolvimento de produtos no Brasil”, ressalta o líder de plataforma.
“Isso foi um grande passo dado para a política nacional de produção de imunobiológicos”, conclui Gregório Almeida.