O avanço da construção do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas) ganhou destaque nacional nesta segunda-feira (16), durante evento que celebrou os 10 anos do CTVacinas e a conclusão da primeira fase das obras do complexo científico, instalado no BH-TEC, em Belo Horizonte.
A agenda reuniu autoridades do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do país e marcou também uma visita institucional ao prédio que sediará o novo centro. Entre os presentes estavam a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, e o reitor eleito da universidade, Alessandro Fernandes Moreira, além de representantes de instituições estratégicas para o desenvolvimento científico brasileiro.

A primeira parte da programação ocorreu no auditório do BH-TEC, onde o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, apresentou a trajetória do centro ao longo de uma década de atuação.
“Nosso trabalho tem uma grande importância para a soberania e a independência científica do Brasil. Vimos durante a pandemia que não podemos depender do exterior para responder a emergências sanitárias”, destacou o pesquisador.

Na sequência, o coordenador do setor de engenharia e arquitetura da Fundep, Juliano Cavalieri, apresentou o projeto do novo edifício do Centro Nacional de Vacinas, detalhando as etapas já concluídas e os próximos passos da construção.
Autoridades destacam importância estratégica do projeto
Durante a cerimônia, diferentes autoridades ressaltaram o impacto do projeto para a ciência e a saúde pública brasileiras.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que apoiou a iniciativa durante sua gestão, destacou a importância de ter contribuído para o avanço do projeto.
“Uma marca que muito me orgulha foi poder ajudar, naquele momento de grande necessidade, um projeto tão espetacular. Estou muito orgulhoso do que estou vendo hoje”, afirmou.

Também destacaram o avanço do CNVacinas o presidente da Fapemig, Carlos Arruda, e a secretária de Estado adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes Santos, reforçando a importância da colaboração entre instituições para viabilizar o projeto.
Ao discursar, a ministra Luciana Santos enfatizou o caráter estratégico do centro para o futuro da ciência brasileira.
“É uma alegria muito grande estar aqui para celebrar dois marcos que simbolizam não apenas o presente, mas principalmente o futuro da ciência brasileira. Estamos falando de um projeto estratégico para o país, que fortalece nossa capacidade científica e tecnológica em uma área essencial para o desenvolvimento e para o cuidado com o nosso povo”, afirmou.
“O Centro Nacional de Vacinas representa um novo patamar para a ciência brasileira, ao integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes, transformando conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública”, completou.

A reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, também destacou o impacto do projeto para a universidade e para o país.
“É uma grande satisfação participar desse momento e fazer uma entrega que terá um impacto enorme para a ciência no país e para a nossa sociedade. Celebramos os 10 anos do CTVacinas com a certeza de que muitos outros avanços virão a partir dessa estrutura”, afirmou.
Visita ao futuro complexo científico
Após a cerimônia, os participantes visitaram o prédio onde funcionará o Centro Nacional de Vacinas, cuja primeira fase de construção já foi concluída.
Mais do que marcar uma etapa da obra, o encontro reforçou as expectativas em torno do papel estratégico que o complexo deverá desempenhar no desenvolvimento de novos imunizantes e tecnologias em saúde no Brasil.
Segundo Ricardo Gazzinelli, a nova infraestrutura permitirá que pesquisas avancem até a etapa final de desenvolvimento de vacinas.
“Há 10 anos desenvolvemos vacinas no CTVacinas, mas enfrentávamos dificuldades para transformar essas pesquisas em produtos. O Centro Nacional de Vacinas traz a infraestrutura, a formação e a expertise necessárias para que possamos levar essas soluções até o braço do paciente”, afirmou.

Entre os exemplos já em desenvolvimento está a SpiN-TEC, vacina brasileira contra a Covid-19 concebida na UFMG. A partir da experiência acumulada, novas pesquisas avançam em imunizantes contra doenças como malária, doença de Chagas e leishmaniose.
“A expectativa é que possamos desenvolver diferentes vacinas para o SUS e atender diretamente a população brasileira”, concluiu o pesquisador.