A primeira a chegar nos testes em humanos, premiações, a primeira cujo sucesso da fase 1 ser tema de artigo científico em revista internacional, tema no Senado… A SpiN-TEC segue colecionando marcos históricos para a ciência brasileira.
A vacina desenvolvida 100% em solo nacional voltou a ser tema em todo o Brasil após a publicação do volume 64 deste ano da Vaccine, distribuída pela editora Elsevier. A publicação trouxe o artigo sobre a fase 1 dos testes clínicos da SpiN-TEC.
Atualmente, o CTVacinas aguarda a liberação da Anvisa para o início da terceira e última fase dessa etapa, a dos testes em humanos.

O imunizante foi assunto neste ano, inclusive, na maior casa legislativa do país.
“Estamos bem entusiasmados e positivos. É um insumo totalmente desenvolvido no Brasil e que pode servir ao Plano Nacional de Imunização, um plano para desenvolver novas vacinas”, afirmou o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, em audiência no Senado.
Tema no Senado
Dentre os marcos alcançados pela SpiN-TEC, um dos principais está ter colocado a ciência e tecnologia brasileiras em destaque pelos jornais e pelas autoridades por todo o país.
A ponto do Senado promover uma sessão dedicada à produção de vacinas no Brasil. Gazzinelli foi convidado para apresentar os trabalhos protagonizados pelo futuro Centro Nacional de Vacinas.
A SpiN-TEC foi o alvo central da apresentação do coordenador do CTVacinas, que apresentou como a vacina se comportou durante os testes feitos e suas vantagens.
“A vacina teve mais eficácia que as vacinas da Pfizer e Comirnaty, nos ensaios clínicos 1 e 2. Essa vacina dura dois anos a 4°C: então, pode ser transportada para regiões mais distantes no país e outros continentes”, pontuou Gazzinelli, antes de complementar:
“O custo de produção é baixo e o Brasil tem a infraestrutura para produzir esse tipo de vacina”, enfatizou o também coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV).

Vanguarda
Para além da SpiN-TEC, Gazzinelli tratou de assuntos como as vacinas para leishmaniose visceral e malária, já apontadas como seguras em testes pré-clínicos, e que ainda estão em desenvolvimento.
O professor da UFMG abordou, ainda, os testes diagnósticos que são desenvolvidos no CTVacinas, como os de Covid-19 e hepatite D, além do projeto do prédio onde será o Centro Nacional de Vacinas.
“O país não pode ficar para trás no avanço das vacinas. Sabemos que a biologia sintética promove crescimento econômico, qualidade de vida, desenvolvimento de tecnologias, e muito mais”, afirmou ao encerrar sua participação na audiência.
A sessão teve como objetivo debater formas de estimular a pesquisa e a produção de imunobiológicos em território nacional e foi solicitada foi solicitada pelos senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Izalci Lucas (PL-DF).