Gazzinelli no senado 2025

Artigo científico, tema no Senado e mais: SpiN-TEC acumula marcos para a ciência brasileira

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A primeira a chegar nos testes em humanos, premiações, a primeira cujo sucesso da fase 1 ser tema de artigo científico em revista internacional, tema no Senado… A SpiN-TEC segue colecionando marcos históricos para a ciência brasileira.

A vacina desenvolvida 100% em solo nacional voltou a ser tema em todo o Brasil após a publicação do volume 64 deste ano da Vaccine, distribuída pela editora Elsevier. A publicação trouxe o artigo sobre a fase 1 dos testes clínicos da SpiN-TEC.

Atualmente, o CTVacinas aguarda a liberação da Anvisa para o início da terceira e última fase dessa etapa, a dos testes em humanos.

Frasco da SpiN-TEC em primeiro plano e um laboratório do CTVacinas ao fundo
Frasco da SpiN-TEC em primeiro plano e um laboratório do CTVacinas ao fundo | Virgínia Muniz/CTVacinas

O imunizante foi assunto neste ano, inclusive, na maior casa legislativa do país.

“Estamos bem entusiasmados e positivos. É um insumo totalmente desenvolvido no Brasil e que pode servir ao Plano Nacional de Imunização, um plano para desenvolver novas vacinas”, afirmou o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, em audiência no Senado.

Tema no Senado

Dentre os marcos alcançados pela SpiN-TEC, um dos principais está ter colocado a ciência e tecnologia brasileiras em destaque pelos jornais e pelas autoridades por todo o país.

A ponto do Senado promover uma sessão dedicada à produção de vacinas no Brasil. Gazzinelli foi convidado para apresentar os trabalhos protagonizados pelo futuro Centro Nacional de Vacinas.

A SpiN-TEC foi o alvo central da apresentação do coordenador do CTVacinas, que apresentou como a vacina se comportou durante os testes feitos e suas vantagens.

“A vacina teve mais eficácia que as vacinas da Pfizer e Comirnaty, nos ensaios clínicos 1 e 2. Essa vacina dura dois anos a 4°C: então, pode ser transportada para regiões mais distantes no país e outros continentes”, pontuou Gazzinelli, antes de complementar:

“O custo de produção é baixo e o Brasil tem a infraestrutura para produzir esse tipo de vacina”, enfatizou o também coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV).

Slide apresentando o CTVacinas no senado
Slide apresentando o CTVacinas é exibido no senado | Saulo Cruz/Agência Senado

Vanguarda

Para além da SpiN-TEC, Gazzinelli tratou de assuntos como as vacinas para leishmaniose visceral e malária, já apontadas como seguras em testes pré-clínicos, e que ainda estão em desenvolvimento.

O professor da UFMG abordou, ainda, os testes diagnósticos que são desenvolvidos no CTVacinas, como os de Covid-19 e hepatite D, além do projeto do prédio onde será o Centro Nacional de Vacinas.

“O país não pode ficar para trás no avanço das vacinas. Sabemos que a biologia sintética promove crescimento econômico, qualidade de vida, desenvolvimento de tecnologias, e muito mais”, afirmou ao encerrar sua participação na audiência.

A sessão teve como objetivo debater formas de estimular a pesquisa e a produção de imunobiológicos em território nacional e foi solicitada foi solicitada pelos senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Izalci Lucas (PL-DF).

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